sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Maurren Maggi, a voadora!


Foto: Marcelo Pereira/Terra

Mais um ouro para o Brasil em Pequim, desta vez o primeiro feminino individual na história para o nosso país.
Depois de 3 anos afastada de competições voltou e foi campeã. Mas vamos analisar fisicamente seu salto.
No salto em distância temos um lançamento oblíquo (balística), onde para um maior alcance horizontal (objetivo do salto) o atleta deve pular formando um angulo de 45o com a horizontal, associado a uma grande velocidade.
Com o valor da aceleração da gravidade local e o alcance horizontal, podemos calcular a velocidade da atleta no início do salto (vo), o tempo de vôo e a altura máxima atingida por ela.


O tempo de vôo do atleta é dado por:


O alcance horizontal (D) é dado por:


Substituindo a primeira na segunda temos:


Como:


O alcance é dado por:



Considerando que a Maurren conseguiu o ângulo perfeito de 45O e sabendo-se que g=9,8m/s2 e seu alcance foi de 7,04m, temos:




Portanto sua velocidade no momento de lançamento foi de aproximadamente 30km/h.

O tempo no ar é dado por:


Sua altura máxima foi:

O tempo usado neste cálculo foi metade do total, pois é o tempo para a atleta atingir a altura máxima.

Parabéns Maurren Maggi!



segunda-feira, 18 de agosto de 2008

PHELPS X CIELO



Quem é o homem mais rápido dentro da água?

Depois da fantástica semana da natação nas olimpíadas, com vários recordes batidos, tivemos dois grandes destaques: o norte americano Michael Phelps, com 8 ouros olímpicos, e o brasileiro César Cielo, ouro nos 50m livre e bronze nos 100m livre.

Agora quem é o mais rápido destes dois? Vamos calcular.

A velocidade média é dada por:


A prova mais rápida do americano foi nos "200m livre", com o tempo de 1min 42,96s (102,96s):



A prova mais rápida do brasileiro foi nos "50m livre", com o tempo de 21,30s:





Portanto o homem mais rápido dentro da água é o brasileiro César Cielo.

Desta forma o Americano Phelps é o melhor nadador e atleta olímpico de toda história, devido suas conquistas mas, atualmente, César Cielo é o nadador que tem a maior velocidade em todo o mundo.

Parabéns César Cielo!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olho eletrônico


Nesta semana em uma das minhas aulas de óptica, sobre o olho humano, surgiu uma discussão sobre o uso de sensores de câmera digital, acoplado eletronicamente ao cérebro, para a geração de imagens para pessoas cegas.
A grande dificuldade neste tipo de aplicação seria a ligação dos sensores eletrônicos aos neurônios, mas acredito que um dia isto será possível.
Coincidentemente na edição desta semana da revista NATURE saiu uma matéria sobre o desenvolvimento do olho eletrônico:
A seguir a matéria a respeito deste trabalho na revista da FAPESP:

7/8/2008

Agência FAPESP – Em uma das cenas mais memoráveis de O Exterminador do Futuro

(1984), o andróide vivido por Arnold Schwarzenegger remove um globo ocular que acabara de ser destruído, atira a peça em uma pia e deixa no lugar apenas os circuitos eletrônicos, que esconde com óculos escuros.

Olhos biônicos ou retinas artificiais como as vistas em diversos filmes de ficção científica – Blade Runner (1982) é outro famoso exemplo – estão mais próximas de se tornarem realidade. O motivo é a conquista de um grupo de pesquisadores nos Estados Unidos, que desenvolveu uma câmera eletrônica que muito lembra o olho humano.

Todos os animais têm sistemas de captação de imagem curvos, mas os dispositivos artificiais, como câmeras digitais, empregam superfícies planas. No novo olho eletrônico a captação é feita por uma superfície curva, como a da retina. A novidade foi descrita em artigo na edição desta quinta-feira (7/8) da Nature.

Segundo a revista, o dispositivo simplificará os componentes ópticos usados em câmeras minúsculas e a abordagem de produção de superfícies eletrônicas curvas poderá ter implicações no desenvolvimento de próteses e de dispositivos de monitoramento biológico.

As tecnologias eletrônicas de captação de imagem existentes foram desenvolvidas para uso em materiais semicondutores rígidos, como folhas de vidro ou plástico, que são naturalmente planas. Há duas décadas que cientistas têm tentado desenvolver sistemas em superfícies curvas, mas sem sucesso.

John Rogers, da Universidade de Illinois, e colegas usaram materiais tradicionais de fabricação de sistemas optoeletrônicos em superfícies bidimensionais, mas com a adoção de designs incomuns, que tornaram possível que o dispositivo pudesse ser comprimido e esticado.

Ou seja, os pesquisadores mostraram que layouts planos podem ser transformados em formas curvas, as quais – no caso de sistemas de captação de imagem – permitem ângulos de visão maiores, dispositivos de tamanhos mais compactos e menos distorção nas imagens produzidas.

“Algumas das mais empolgantes áreas para aplicação no futuro envolvem a integração íntima de eletrônicos com o corpo humano, de modos inconcebíveis com as tecnologias atuais. Estamos trabalhando ativamente para explorar possibilidades em monitores de saúde, dispositivos protéticos e sistemas terapêuticos”, disse Rogers.

O artigo A hemispherical electronic eye camera based on compressible silicon optoelectronics, de John Rogers e outros, pode ser lido por assinantes da Nature em www.nature.com.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Aniversário do telescópio Hubble


O material, produzido a partir das investigações feitas pelas agências espaciais norte-americana (Nasa) e européia (ESA), revela formas espetaculares geradas a partir da colisão entre galáxias a milhões de anos-luz da Terra.

O telescópio entrou em órbita em 1990, pela nave Discovery, após oito anos em construção. Seu nome foi escolhido em homenagem a Edwin Hubble, cujas observações confirmou que o universo estava em expansão.

A princípio, sua missão acaba em 2010, mas a Nasa já sinalizou que, com reparos previstos para serem feitos este anos, sua vida útil deve se estender até 2013.

Confira algumas curiosidades sobre o Hubble:

Custo de lançamento: US$ 1,5 bilhão
Distância da Terra: cerca de 600 km da superfície
Tempo que leva para completar a órbita: 97 minutos
O que o telescópio não pode ver: o Sol e Mercúrio
Volume de informações coletadas: 3 a 4 gigabytes por dia
Energia consumida: em uma órbita média, aproximadamente 3.000 watts

Veja mais no Site do Hubble: http://hubblesite.org/
Fotografias : http://hubblesite.org/gallery/album/entire_collection/